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Livros

Será que assim a gente entende?

19 ago 2008

Talvez você não vá com a cara deste livro se você não for uma grande adepta a tons rosados, nem tiver vocação para Penélope Charmosa. Sua capa traz a foto de uma enorme bolsa pink, acompanhada de uma echarpe da mesma cor. O título pode soar ainda mais desanimador: “Por que mamãe precisa de uma bolsa cor-de-rosa e outros segredos das mães felizes”.

Se ainda assim você tiver vontade de folheá-lo, pode ser que ache um porre a fonte cor-de-rosa usada no texto e desista dele em poucos segundos. Mas se você persistir e ler um pouquinho do primeiro capítulo, talvez comece a mudar de idéia. A maneira sucinta e divertida que a alemã Stephanie Scheneider usa para abordar as dores e delícias do cotidiano de uma mãe provavelmente vão te fazer avançar várias páginas.

Stephanie Scheneider não se apresenta no livro como psicóloga, pedagoga ou doutora. Sua profissão é mãe mesmo, o que a torna uma expert nos bastidores da criação de um filho. Depois de “cinco anos juntando migalhas de biscoitos de chocolate no tapete da sala”, ela conta “como resolveu deixar de tentar ser a mãe perfeita para ser tornar uma mãe feliz”. Para isso, ela recorreu a uma série de medidas que simplificassem um pouco seu dia-a-dia e a livrasse do caminhão de cobranças que toda mãe leva nas costas.

“Por que mamãe precisa de uma bolsa cor-de-rosa” não é um tratado definitivo sobre educação infantil, nem um guia transformador. Trata-se de um apanhado de experiências maternais sob o ponto de vista de uma alemã na primeira década do século 21. Em alguns momentos, talvez você tropece na curiosa construção das frases traduzidas do alemão para o português, mas não se preocupe. O teor do texto leve e bem-humorado da moça continuará lá, para te fazer pensar no porquê da necessidade de uma “bolsa cor-de-rosa” no armário. Entregue-se e divirta-se!

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